• Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

    Mateus 5:44,45

  • Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível

    .

    Mateus 17:20

  • Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?

    Lucas 15:4

  • Então ele te dará chuva para a tua semente, com que semeares a terra, e trigo como produto da terra, o qual será pingue e abundante. Naquele dia o teu gado pastará em largos pastos.

    Isaías 30:23

  • As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;

    João 10:27

prev next

Bem vindos!!

Sejam bem-vindos ao novo site e-cristianismo!! Nosso site foi recentemente invadido, então estamos trabalhando para recuperar o conteúdo. Esperamos terminar esta tarefa em breve.

Verso do dia

Mateus 28:19 - Uma Investigação crítica-textual

Escrito por  Tim Hegg
Batismo de Cristo

Mateus 28:19

τὸ ὄνομα τοῦ πατρὸς καὶ τοῦ υἱοῦ καὶ τοῦ ἁγίου πνεύματος

Uma Investigação crítica-textual

 

Tim Hegg • TorahResource • 2006

 

 

Em algumas discussões cristológicas recentes, a designação tripartite incluída em textos padrões de Mateus 28:19 são frequentemente suspeitas. O problema é que ele soa muito trinitário para ser incluído nas palavras originais de Mateus. Como resultado, alguns eruditos modernos tem sugerido que o final do evangelho de Mateus poderia bem ter sido adicionado por escribas posteriores sob a influência das controvérsias trinitárias que enredaram na Igreja Cristã nos séculos 3 e 4. A evidência primária onde tais sugestões se baseiam é a citação ou alusão a este texto nos escritos de Eusébio. Como exemplo, nós podemos notar suas palavras na História Eclesiástica, Livro III.5.ii:


Depois da ascensão de nosso Salvador, os judeus acrescentaram ao crime cometido contra ele a invenção de inúmeras ameaças contra seus apóstolos: Estevão foi o primeiro que eliminaram, apedrejando-o ; depois dele, Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João, a quem decapitaram ; e depois de todos, Tiago, o que depois da ascensão de nosso Salvador foi o primeiro designado para o trono episcopal de Jerusalém e morreu da forma que já descrevemos. E os demais apóstolos sofreram milhares de ameaças de morte e foram expulsos da terra da Judéia. Porém, com o poder de Cristo, que havia-lhes dito: Ide e fazei discípulos de todas as nações em meu nome , dirigiram seus passos para todas as nações para ensinar a mensagem.

Com base nesta citação de Eusébio bem como a aparente "fórmula batismal" de Atos e as epístoloas, alguns comentadores tem sugerido que a frase tripartite do versículo 19 é uma interpolação litúrgica ou expansão das palavras originais de nosso Mestre, que ordenou o batismo "em Meu nome" ao contrário de no "nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Hagner explica:

O nome triplo (no máximo somente um trinitarismo nascente) no qual o batismo seria efetuado, de outra forma, parece claro que é uma expansão litúrgica do evangelista conforme a prática de seus dias (assim Hubbart; cf Didymus 7.1). Há uma boa possibilidade que em sua forma original, como testemunhado pela forma ante-nicena de Eusébio, o texto era lido "fazer discípulos em meu nome" (veja Conybeare). Esta leitura menor preserva o ritmo simétrico da passagem, ao passo que a fórmula triádica se encaixa inadequadamente na estrutura assim como alguém poderia esperar se ela fosse uma interpolação.1

Mas mesmo Hagner não nega que a designação tripartite é original ao evangelho de Mateus, só que Mateus deve ter expandido por sua conta as palavras de Yeshua:

Em contraste com o batismo de João, este batismo traz uma pessoa para uma existência que é fundamentalmente determinada por, por exemplo, Pai, Filho e Espírito Santo (εἰς τὸ ἐμόν ὄνομα, "em meu nome", em 18:20).2

Nós devemos ter cuidado para não sermos persuadidos por enganosa pseudo-erudição freqüentemente encontrada em nossos dias. Por exemplo, Willis3 extrai uma citação do comentário de R. V. G. Tasker sobre Mateus4 fazendo-o parecer como se o autor desta exposição concordasse que a frase tripartite não é original no evangelho de Mateus.

Willis escreve:

O comentário do Novo Testamente de Tyndale, I, 275:

É freqüentemente afirmado que as palavras no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo não são as ipsissima verba [exatas palavras] de Jesus, mas...uma adição litúrgica posterior.

Mas esta é uma citação enganosa porque ela representa a descrição de o que outros acreditam, não o que o autor mesmo mantém. Aqui está a verdadeira citação em seu contexto:

É freqüentemente afirmado que as palavras no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo não são as ipsissima verba [exatas palavras] de Jesus, mas tanto as palavras do evangelista colocadas em Sua boca, ou uma adição litúrgica posterior. É argumentado que nos lábios de Jesus elas são um anacronismo; que a Igreja antiga não as usou de fato como uma fórmula batismal até o segundo século; e que Eusébio de Cesaréia ao citar esta passagem freqüentemente omite ou varia estas palavras. De outra forma, as palavras são encontradas em todos manuscritos existentes; e é difícil ver por que o evangelista as teria inserido se na época que ele estava escrevendo elas não formavam nenhuma parte da liturgia da Igreja. É também difícil de supor que, se Eusébio tivesse realmente conhecido um manuscrito que omitisse estas palavras, algum traço da influência destes manuscritos não teria sobrevivido na tradição textual. Além disto, pode muito bem ser que a verdadeira explicação do porquê a igreja antiga não administrou imediatamente o batismo no nome triplo é que as palavras de xxviii.19 não foram destinadas originalmente por nosso Senhor como fórmula batismal. Ele não estava dando instruções sobre as exatas palavras a serem usadas no serviço do batismo, mas, como já foi sugerido, estava indicando que a pessoa batizada seria pelo batismo passada para a possessão do Pai, do Filho e do Espírito Santo.5

Willis também cita do Dicionário da Bíblia de Hastings com a intenção de fornecer provas que eruditos geralmente consideram que a frase tripartite de Mateus 28:19 é uma adição católica tardia. Contudo, se alguém consultar o próprio artigo6, descobrirá que a citação dada é extraída de uma lista de quatro hipóteses gerais oferecidas por eruditos a respeito da frase tripartite, uma hipótese que o autor do artigo (Alfred Plummer) rejeita! Willis também oferece a seguinte citação da ISBE, erroneamente dita ser do artigo sobre "Batismo" quando é, de fato, extraída do artigo sobre "Sacramentos":

Mateus 28:19 em particular somente canoniza uma situação eclesiástica posterior, que seu universalismo é contrário aos fatos da história da igreja primitiva, e sua fórmula Trinitária (é) estranha à boca de Jesus.7

Aqui está a citação em seu contexto completo:

(1) A respeito do Batismo tem sido argumentado que como Mc 16:15 ocorre em uma passagem (16:9-20) que a crítica textual tem mostrado ser formada de nenhuma parte do evangelho original, Mt 28:19, por si só, é um fundamento muito frágil para dar suporte à crença que a ordenança descansa em uma prescrição de Jesus, mais especificamente como suas declarações são inconsistentes com os resultados da crítica histórica. Estes resultados, é afirmado, provam que todas as narrativas dos Quarenta Dias são lendas, que Mt 28:19 em particular somente canoniza uma situação eclesiástica posterior, que seu universalismo é contrário aos fatos da história da igreja primitiva, e sua fórmula Trinitária "estranha à boca de Jesus" (veja Harnack, História do Dogma, I, 79, e as referências ali fornecidas). É evidente, contudo, que algumas destas objeções descansam em pressuposições anti-supernaturais que realmente solicitam à pergunta em questão e outras, conclusões para as quais as premissas reais estão faltando. Contra todos eles nós temos que estabelecer o positivo e forte fato que dos primeiros dias do Cristianismo, o Batismo aparece como o rito de iniciação à comunidade da igreja (Atos 2:38,41, et passim), e que até Paulo, com toda sua liberdade de pensamento e interpretação espiritual do evangelho, nunca questionou sua necessidade (compare Rm 6:3 ff; 1 Co 12:13; Ef 4:5). Em qualquer outra suposição, onde ele não é decretado pelo próprio Senhor, é difícil de conceber como dentro do pequeno espaço de anos entre a morte de Jesus e as primeiras referências dos apóstolos ao tema, a ordenança não somente se originaria mas também estabeleceria de forma tão absoluta para cristãos judeus e gentílicos igualmente.8 (ênfase minha)

A falha de Willis em adulterar fontes para fazê-las dizer precisamente o posto daquilo que os autores pretendiam dizer não deixa de ser repreensível9, mas infelizmente isto representa a desinformação (muito) freqüentemente encontrada na internet.10

Isto não é para negar o fato de que alguns eruditos modernos consideram que a frase tripartite de Mateus 28:19 é uma "interpolação tardia". Por exemplo, Bultmann escreve:

O que batiza nomes sobre o que está sendo batizado o nome do "Senhor Jesus Cristo", depois expandido para o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (primeiro atestado em Did. 7:1,3, Justino Apol. 61:3, 11, 13; também encontrado em Mt 28:19, mas esta é talvez um caso de interpolação tardia).11

Outros o tem seguido em sugerir que a frase tripartite foi adicionada às palavras explícitas (ipsissima verba) de Yeshua. Mas nós deveríamos ser cautelosos em não confundir o ponto de vista que a frase tripartite é uma "interpolação posterior" com a idéia de que a frase não é original no Evangelho de Mateus mas adicionada em séculos posteriores. Alguns daqueles que consideram a possibilidade de uma "interpolação posterior" querem dizer que o próprio Mateus interpolou as palavras de Yeshua, e que a frase tripartite é original ao Evangelho. Da mesma forma, o que fez muitos suspeitarem da frase tripartite em Mateus 28:19 é que eles estão considerando-a uma "fórmula batismal", ou seja, palavras litúrgicas prescritas requeridas a serem ditas no batismo. Quando nosso texto é considerado uma fórmula batismal, ela se opõe às consistentemente usadas fórmulas encontradas em Atos e nas Epístolas, onde alguém é batizado "em (o) nome de Yeshua" ou "em (o) Yeshua Messhiah" ou algum equivalente próximo (por exemplo, Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; cf. Rm 6:3). Mas não há razão clara para presumir que Mateus está nos dando uma "fórmula batismal". Note os destaques de Carson:

Muitos negam a autenticidade desta fórmula Trinitária, contudo, não com base em reconstruções duvidosas do desenvolvimento da doutrina, mas com base no fato que a única evidência que nós temos dos batismos cristãos indicam uma consistente fórmula batismal monádica no nome de Jesus (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; similarmente, passagens como Rm 6:3). Se Jesus deu a fórmula Trinitária, por que ela foi diminuída? Não é mais fácil acreditar que a fórmula Trinitária foi um desenvolvimento relativamente tardio? Mas certas reflexões nos dão uma pausa.

1. É possível, apesar de historicamente improvavel, que a fórmula Trinitária completa foi usada por pagãos convertidos, e "no nome de Jesus" para Judeus e prosélitos. Mas isto é duvidoso, não menos por que Paulo, o apóstolo dos gentios, nunca usa uma fórmula Trinitária para batismo.

2. Idéias trinitárias são encontradas nos relatos de ressurreição de ambos Lucas e João mesmo que estes evangelistas não relatam sobre a fórmula batismal Trinitária. A fé a ser proclamada era em certo sentido Trinitária desde o início. "Esta conclusão não deveria vir como uma grande surpresa: as tendências Trinitárias da igreja primitiva são bem facilmente explicadas se elas forem traçadas até o próprio Jesus; mas a importância do ponto para nosso estudo é que isto significa que a referência de Mateus à Trindade no capítulo 28 não é um elefante branco completamente fora do contexto" (D. Wenham, "Ressurrection", p. 53).

3. O termo "fórmula" está nos enganando. Não há evidência que temos Jesus ipsissima verba aqui e ainda menos que a igreja considerou o comando de Jesus como uma fórmula batismal, uma fórmula litúrgica cuja ignorância era uma brecha na lei canônica. O problema tem sido freqüentemente tratado em termos anacronísticos. E. Riggenbach (Der Trinitarische Taufbefehl Matt. 28:19 [Gutersloh: C. Bertelsmann, 1901]) aponta que tão antigo quanto o Didaquê, batismo em nome de Jesus e batismo no nome da Trindade coexistiam lado a lado: a igreja não estava ligada a "fórmulas" precisas e não sentia embarasso pela variedade delas, precisamente porque a instrução de Jesus, que não pode ter sido nestas palavras precisas, não foi considerada uma fórmula fixa.12

Não é incomum escutar a noção que a frase tripartite em Mateus 28:19 é suspeita com base na crítica textual, mas quando alguém consulta os próprios dados, tais clamores são totalmente infundados. Todo manuscrito bíblico Grego existente que contém este verso de Mateus possui a frase tripartite13. Alguém poderia esperar que se, de fato, o original de Mateus (quer alguém presuma um original grego ou hebraico, ou ambos) não incluia a frase tripartite, que pelo menos alguma testemunha antiga deste original poderia ter sobrevivido. Mas nenhuma simples testemunha, antiga ou nova, dá evidência que 28:19 algum dia existiu sem a frase tripartite. Quando nós olhamos para as versões a mesma situação é obtida. A Peshitta Siríaca (em todas as suas testemunhas existentes), a Vulgata, a Cóptica, as versões Eslovacas - todas possuem a frase tripartite. A conclusão de Plummer é então garantida:

É incrível que uma interpolação deste caráter pode ter sido feita no texto de Mateus sem deixar um traço de sua inautenticidade em um simples manuscrito ou versão. A evidência de sua genuinidade é esmagadora.14

Alguns, como George Howard15, buscam usar o texto de Mateus da Shem Tov (Even Bohan) para sugerir que o texto original de Mateus não contém a frase tripartite. Mateus 28:19 é lido da seguinte forma no Mateus de Shem Tov:

לכו אתם ושמרו [ולמדו] אותם לקיים כל הדברים אשר ציויתי אתכם עד עולם , "Vocês vão e guardem [ensinem] eles a estabelecer todas as palavras que eu ordenei a vocês para sempre."

Howard sugere a possibilidade que esta finalização menor do Evangelho de Mateus poderia refletir um texto que Eusébio também tinha. No curso do artigo, Howard refere ao bem conhecido artigo de F. C. Conybeare ("The Eusebian Form of the Text Matth. 28, 19" ZNW 2 [1901], 275-88) que pretende dar evidência para uma adição posterior da frase tripartite16. Ele também referencia um logion atribuido a Yeshua em um texto medieval mulçumano17 que alguns pensam ser paralelo ao final curto de Mateus. David Flusser também achou que este poderia ser o caso18. Contudo, um número de eruditos respondeu bem negativamente a estes clamores, oferecendo evidência substancial do contrário19. Dado às grandes discrepâncias textuais entre o Mateus de Shem Tov e todos os outros manuscristos conhecidos do Evangelho, e enquanto nós podemos aplaudir os esforços de Howard para mostrar possíveis "leituras antigas" embutidas no texto da Shem Tov, parece dificilmente garantido usar esta fonte do século 14 para questões de crítica textual a menos que as leituras variantes que ele oferece mostre alguma evidência corrobativa de outros manuscritos. Adicionalmente, os outros dois Mateus Hebraicos (du Tillet and Münster) contém a frase tripartite em Mateus 28:19.

Isto nos traz para a única evidência freqüentemete citada por aqueles que contendem que a frase tripartite em Mateus 28:19 é uma adição tarida motivada por preocupações trinitárias da Igreja Cristã posterior: as citações ou alusões a este texto nos escritos de Eusébio. Como notado acima, Eusébio cita ou alude a Mateus 28:19 com as palavras "fazer discípulos de todas as nações em Meu nome". Isto é encontrado um número de vezes em sua História Eclesiástica20, mas há mais do que necessário para dizer. Primeiro, Eusébio conhecia a frase tripartite em Mateus 28:19. Em sua Carta para a Igreja de Cesaréia nós lemos sua confissão de fé na luz do Concílio de Nicéia:

Nós acreditamos em Um Deus, o Pai Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em Um Senhor Jesus Cristo, a Palavra de Deus, Deus de Deus, Luz de Luz, Vida de Vida, Filho Unigênito, unigênito de toda criatura, antes de todas as eras, gerado do Pai, pelo qual também todas as coisas foram feitas; quem para nossa salvação foi feito carne, e viveu entre homens, e sofreu, e se levantou novamente no terceiro dia, e subiu ao Pai, e virá novamente em glória para julgar os vivos e os mortos, e nós cremos também no Único Espírito Santo; acreditando que cada um d'Estes serem e existirem, o Pai verdadeiramente Pai, e o Filho verdadeiramente Filho e o Espírito Santo verdadeiramente Espírito Santo, e também nosso Senhor, enviando Seus discípulos para a pregação, dizendo, Vá, ensinem todas as nações, batizando-os em o Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. A respeito de quem nós confiantemente afirmamos que mantemos assim, e pensamos assim, e assim tivemos mantido anteriormente, e nós mantemos esta fé até a morte, anatematizando cada heresia ímpia. Que sempre pensamos isto de nosso coração e alma, do tempo que nós nos recordamos, e agora pensamos e dizemos em verdade, perante Deus Todo-Poderoso e nosso Senhor Jesus Cristo nós testemunhamos, sendo capazes através de provas de mostrar e convencer vocês, que, mesmo em tempos passados, esta foi nossa crença e pregação.21 (ênfase minha)

Segundo, quando Eusébio citava ou aludia a Mateus 28:19 sem referência à frase tripartite era em contextos onde seu objetivo primário era mostrar a necessidade de fazer discípulos em geral, citando apenas a parte de Mateus 28:19 que se enquadra neste propósito imediato. Que ele inclui a frase tripartite no contexto de uma confissão mostra que ele estava ciente de sua presença no texto de Mateus.

Terceiro, por que as citações de Eusébio que deixam de lado a frase tripartite são considerados de peso maior que outros Pais da Igreja que citaram ou aludiram o texto com a frase? Nós podemos notar as palavras de Justino (c. 100-165) em 1 Apol. 61.3:

eles então executavam o banho na água, no nome do Pai do universo e do nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo.

Apesar de este não ser uma citação do texto de Mateus, ele certamente incorpora os mesmos três nomes no contexto do batismo. Contudo, Inácio (c. 35-107) claramente cita nosso texto em sua Espístola aos de Filadélfia, ix:

Pois aquelas coisas que foram anunciadas pelos profetas, dizendo "Até Ele vir para quem lhe está reservado, e Ele será a esperança dos gentíos", (Gen 49:10) foram cumpridas no Evangelho, [nosso Senhor dizendo,] "Ide e ensinai todas as nações, batizando-os no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". (Mateus 28:19) Tudo então são juntamente bons, a lei, os profetas, os apóstolos, a inteira companhia [dos outros] que tem acreditado através deles: somente se nós amarmos uns aos outros.

Ireneu(c. 130-200) cita da mesma forma Mateus 28:19 com a frase tripartite em seu Contra Heresias:

E de novo, dando aos discípulos o poder de regeneração em Deus, Ele disse a eles, "Ide e ensinais todas as nações, batizando-as no nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". (seção xvii)

Notem também Tertuliano (c. 160-225):

Conseqüentemente, depois que um destes se perdeu, Ele comandou os outros onze, em sua partida para o Pai, para "ir e ensinar todas as nações, que deveriam ser batizadas no Pai, e no Filho e no Espírito Santo" (A prescrição contra os hereges, xx)

Nós devemos também adicionar o fato que a Didaquê contém a frase tripartite:

1 Quanto ao batismo, faça assim: depois de ditas todas essas coisas, batize em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. 2 Se você não tiver água corrente, batize em outra água. Se não puder batizar com água fria, faça com água quente. 3 Na falta de uma ou outra, derrame água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. (Didache 7:1-3)

Um número de eruditos da Didaquê não acreditam que ela cita Mateus neste ponto, mas que ambos Mateus e a Didaquê se baseiam em uma tradição comum22. Além disto, enquanto a data da Didaquê é debatida, a maioria dos eruditos a colocariam entre 90 e 120 CE com alguns sugerindo até mesmo uma data mais antiga. Ela então existe como uma antiga testemunha para a frase tripartite em conecção com o batismo, assim como temos ela em Mateus 28:19.

Dados estas informações, parece estranho que as referências a nosso texto por Eusébio, deixando de fora a frase tripartite, recebem mais atenção, especialmente desde que Eusébio viveu c. 260-340 CE, bem depois das testemunhas do texto de Mateus 28:19 pelos Pais da Igreja mais antigos notados acima. Mesmo em sua História Eclesiástica baseada em fontes anteriores, não há nada diretamente para substanciar a noção que ele teve em posse de uma cópia mais antiga do Evangelho de Mateus que deixou de fora a frase tripartite. Além disto, o fato que o estilo de citação de fontes de Eusébio tem sido caracterizado como freqüentemente "inexato" deveria nos alertar ao dar muito peso a suas alusões ou citações de Mateus 28:19.

Nós podemos também investigar o trabalho de comentadores do Evangelho de Mateus. A maioria dos comentadores modernos mantém que a frase tripartite de Mateus 28:19 é espúria ao próprio Evangelho e foi adicionada nos séculos posteriores? Não é incomum ouvir que tai é o caso, mas alguém dificilmente se dispõe a prová-lo. Além das citações dadas acima de Tasker, Hagner, Carson e Plummer, note os seguintes excertos de outros bem conhecidos comentários sobre Mateus:

O batismo Cristão em Atos é também 'no nome de', mas é sempre 'no nome de Jesus' ou algum equivalente. Em Paulo, batismo é 'em Cristo [Jesus]'. O 'Pai, Filho e Espírito Santo' de Mateus é bem distinto. É o uso de Mateus que predominou na prática batismal cristã posterior. E isto parece ter um efeito de distorcer sobre o entendimento das palavras de Mateus. Nós não podemos saber se as igrejas seguidoras de Mateus usaram as palavras como uma fórmula em batismo ou não. Mas dadas as variações na linguagem do NT, claramente não havia consenso sobre uma fórmula batismal. E eu acho que é improvável que Mateus está refletindo a linguagem da prática batismal. Em qualquer caso, nossa primeira tarefa deve ser entender a linguagem no presente contexto de Mateus e não em algum contexto putativo na prática batismal. Um largo número de eruditos tem pronunciado que a linguagem de Mateus é um corpo estranho em Mateus, mas este julgamento parece ser derivado ultimamente da leitura em relação ao (posterior) contexto batismal e não em relação ao Evangelho. Minha preocupação é buscar o entendimento da linguagem de Mateus no contexto de Mateus.23

Jesus continua a falar de batizar estes novos discípulos "no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Esta expressão tem causado uma controvérsia sem fim entre exegetas. Há dois problemas separados, a instituição do batismo como um rito de iniciação para discípulos, e o uso da fórmula Trinitária. Sobre a primeira questão é apontado que Jesus não se engajou no batismo como João Batista, por exemplo, engajou. Através de seu ministério ele não chamou seus seguidores para batizar aqueles que queriam se tornar fiéis. Disto é argumentado que batismo era um rito estabelecido pela igreja, e o comando para continuá-lo é visto como sendo colocado como palvras de Jesus. Mas contra isto está o fato que o batismo era parte da vida da igreja bem no seu início. No dia de Pentecostes Pedro pregou para o povo em Jerusalém, e quando eles perguntaram, "O que devemos fazer, irmãos?" ele respondeu sem consultar e sem hesitar, "Arrependam-se e sejam batizados" (Atos 2:37-38). Nós não temos conhecimento de um tempo onde a igreja não possuía batismo ou incerteza de batismo. É difícil explicar isto fora de ser um comando de Jesus.

As palavras se referindo à Trindade são uma outra questão, mas nós devemos ter em mente que a fé mencionada no verso 18 "naturalmente resulta no conceito da Trindade" (Johnson). Nós devemos ter em mente também que na igreja primitiva há referências ao batismo no nome de Jesus (ex., Atos 8:16; 19:5). Bonnard nota esta dificuldade, mas imediatamente adiciona, "ninguém pode duvidar que a fórmula trinitária já estava no princípio em Paulo" (p. 416; similarmente Allen destaca, "a concepção do Pai, Filho e Espírito Santo é claramente tão antiga quando a própria Sociedade Cristã"). Tais passagens, contudo, não dão a fórmula usada no batismo, mas pode ser uma forma encurtada de diferenciar os batismos cristãos de outros batismos no mundo antigo.24

εἰς τὸ ὄνομα κ.τ.λ pode significar 'no nome do Pai e no nome do Filho e no nome do Espírito Santo' (cf. Justino, 1 Apol. 61). A dificuldade com isto, contudo, é que alguém poderia esperar τὰ ὁνόματα. A alternativa é supor que o único nome divino - o nome revelado de poder (Êx 3.13-15; Pv 8.10; Jub. 36.7) - tem sido compartilhado pelo Pai com Jesus e o Espírito, e há textos antigos que falam do Pai dando seu nome a Jesus (Jo 17.11; Fp 2.9; Evangelho da Verdade 38.5-15). Mas não temos conhecimento de textos comparáveis a respeito do Espírito.

Nós vemos nenhum trinitarismo desenvolvido no primeiro Evangelho. Mas certamente intérpretes posteriores acharam na formulação batismal uma igualdade implícita entre Pai, Filho e Espírito Santo; por exemplo Basílio o Grande, Hom. Spir. 10.24; 17.4325

Pai,...Filho,...Espírito Santo. Se nós abordarmos este verso com uma ortodoxia pós-Nicena completamente desenvolvida em nossas mentes, nós seremos tão solidário a nossas fontes quanto são aqueles que acham neste verso uma alta sofisticação e um bem tardio estágio de formulação doutrinal inserida no texto. Pois todos nós sabemos, tal dito poderia estar no agora perdido final de Marcos. Mesmo se afastando da especulação, o conceito de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo é claramente tão velho quanto a Comunidade Messiânica como é conhecida por nós no Novo Testamento. Cf., por exemplo, 1Cr 12:4-6; 2Cr 13:14; 1Pd 1:2; 1Jo 3:23-24. Em Marcos nós temos "Pai" e "Filho" tão claramente antitético que - permitindo crenças judaicas sobre "o Espírito" - ele claramente abriu o caminho para a crença trinitária. A antítese Pai-Filho é encontrada em Mt 26:27 e é muito comum em João. Mas o que também é comum em João é a ênfase no Paracleto, claramente representado como sendo nem o Pai nem o Filho.

Parece claro do material primário em Atos que o batismo era feito "no nome de" e também "para o nome de" Jesus como Senhor e Messiah. O erro de muitos escritores sobre o Novo Testamento está em tratar este enunciado como uma fórmula litúrgica (que se tornou assim mais tarde), e não como uma descrição de qual batismo feito. O evangelista, quem n´so devemos pelo menos permitir ser familiar com os costumes batismais da primordial Comunidade Messiânica, pode bem ter adicionado ao batismo deles seu próprio sumário de qual batismo foi feito.

É bom também lembrar que a Didaquê também tem este sumário do batismo (Didaque vii) e sua referência à "água corrente" reflete uma antiga preocupação essênica26.

A estes pode ser também adicionados os comentários de Rudolf Schnackenburg (The Gospel of Matthew), H. A. W. Meyer (Commentary on the New Testament, Willoughby Allen (original Matthew in the ICC), J. P. Lange (Critical, Doctrinal and Homiletical Commentary on the New Testament), Adam Clarke (The New Testament of our Lord and Savior Jesus Christ), J. B. Lightfoot (A Commentary on the New Testament

from the Talmud and Hebraica), A. B. Bruce (Expositor's Greek Testament), Henry Alford (The Greek Testament), todos dos quais afirmam a frase tripartite como original ao Evangelho de Mateus. Nós podemos adicionar a estes comentadores os destaques em vários trabalhos por outros eruditos: Eckhard Schnabel (Early Christian Mission), N. T. Wright (The Resurrection of the Son of God), Jacob Van Bruggen (Jesus the Son of God), Kurt Niederwimmer (The Didache [Hermeneia]), James D. G. Dunn (Christology in the Making), Simon Gathercole (The Pre-existent Son), e a lista poderia continuar.

A questão, então, é como a frase tripartite poderia ser suspeita de ser espúria em primeiro lugar? Desde que não há um único fragmento de manuscrito como evidência para sugerir qualquer variante a respeito da frase, nem nenhuma das versões mais antigas a excluem; desde que um número de antigos Pais da Igreja citam o verso com a frase tripartite; e desde que Eusébio, que cita uma versão menor, também cita a versão maior com a frase, nós não temos razão real de questionar sua autenticidade. Parece que aqueles que questionam sua autenticidade o fazem com base em que (1) ela representa uma fórmula batismal trinitária que se desenvolveu posteriormente, no século 2 ou mais, e (2) a consistente fórmula batismal em Atos emprega o nome de Yeshua apenas. Mas nós temos mostrado que não há necessidade de ver uma "fórmula batismal" em Mateus 28:19, nem algum tipo de "trinitarismo" desenvolvido, não obstanto que alguns tentaram ler estes desenvolvimentos tardios do texto.

Mas este não é o coração da questão. Avaliação de se um texto dado é autêntico ou não deveria ser feito com base nas evidências de manuscritos existentes, não com base em pressuposições teológicas ou tendências de alguém. Aqueles que se acham em oposição às doutrinas trinitárias formuladas posteriormente pela Igreja Cristã poderiam facilmente suspeitar de Mateus 28:19 de dizer algo que ele realmente não diz. Ler o texto com óculos anti-trinitários impede a objetividade. Como notado acima, não há razão para pensar que a frase tripartite de Mateus flui de um trinitarismo desenvolvido. A justaposição de títulos tais como "Pai" ou "Deus" com "Filho" ou "Yeshua/Messiah" e "Espírito" ou "Espírito Santo" é comum nas Escrituras Apostólicas. Nós podemos notar o seguinte por meio de exemplos:

(1Co 12:4-6) Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

(2Co 13:14) A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.

(Ef 4:4-6) Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.

(2Ts 2:13,14) Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade, e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

(1Pd 1:2) eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.

Além do mais, parece bastante provável que os textos paulinos citados acima foram todos escrito em um tempo bem contemporâneo com (ou talvez até mais cedo que) a escrita dos Evangelhos. Sendo este o caso, nós não deveríamos estar preocupados demais em achar "Pai", "Filho", e "Espírito Santo" no texto de Mateus, ainda que para fazer isto é requerido algum tipo de explicação. Certamente as formulações filosóficas e ontológicas trinitárias apareceram séculos depois da escrita do Evangelho de Mateus, mas a confissão da relação do Pai e do Filho foi ensinada pelo próprio Yeshua, ao mesmo tempo que o presente e ativo trabalho do Espírito, certamente foi um antigo fenômeno entre os discípulos de nosso Mestre. Então, para Mateus gravar as palavras de Yeshua que comissionou Seus discípulos a batizar crentes gentios "no nome do Pai, Filho e Espírito Santo", deve no mínimo significa rque tais crentes gentios deveriam confessar sua nova relação com o Deus de Israel, obtida pela vinda de Seu Filho como Messiah, e feito real ou poderoso pelo trabalho interior do Espírito. Se nós podemos ler as palavras de Mateus sem impô-las os debates cristológicos dos séculos posteriores, nós podemos aceitá-los como valorosos sem ter que achar alguma suposta razão textual para descartá-los

Notas:

1. Donald A. Hagner, Mateus 14-28, vol 33b no The Word Bible Commentary (Word, 1995), pág. 887-88.

2. Ibid., pág. 888.

3. Veja http://www.apostolic.net/biblicalstudies/matt2819-willis.htm, acessado 12/25/06.

4. R. V. G. Tasker, The Gospel According to St. Matthew in Tasker, ed., Tyndale New Testament Commentaries (Eerdmans,1961)

5. Ibid., pág. 275.

6. James Hastings, ed., A Dictionary of the Bible 4 vols (Scribners, 1905), 1.241-42.

7. Ibid.

8. J. C. Lambert, "Sacraments" em James Orr, ed., The International Standard Bible Encyclopedia (1915).

9. Uma quantidade de outros enganos similares são parte da página de internet de Willis sobre Mateus 28:19, mas os poucos listados deveriam dar ao leitor uma pausa suficiente de confiar em qualquer coisa que este autor apresenta.

10. Basta apenas procurar pela internet sobre "Mateus 28:19" para ver a forma na qual a desinformação irresponsável e enganos maliciosos se multiplicam em leitores insuspeitos. Tal estado de acontecimentos deveriam fortalecer nossa resolução de aceitar conclusões apenas quando nós verificarmos as fontes.

11. Rudolph Bultmann, Theology of the New Testament 2 vols (Scribners, 1951), 1.133-34.

12. D. A. Carson, "Matthew" em Frank Gaebelein, ed., The Expositor's Bible Commentary 12 vols. (Zondervan, 1990), 8.598.

13. Que tal é o caso pode ser visto pelo fato que Bart Ehrman em seu The Orthodox Corruption of Scripture (Oxford,1993) não menciona nada sobre a corrupção textual de Mateus 28:19 pela razão óbvia que nenhuma variante textual existem nos manuscritos gregos relacionados com a frase tripartite. Como é o propósito neste trabalho de mostrar que os debates cristológicos de séculos posteriores introduziram variantes teologicamente induzidas no texto, se algumas destas variações existiram para Mateus 28:19, ele sem dúvidas teria as incluido.

14. Alfred Plummer, An Exegetical Commentary on the Gospel According to S. Matthew (James Family Reprint, n.d.), pág.432.

15. George Howard, "A Note on the Short Ending of Matthew." HTR 81 (1988) 117-20. Também note seu destaque deste efeito no Evangelho Hebraico de Mateus (Mercer, 1995), pág. 192-194.

16. Este artigo, contudo, foi amplamente refutado por E. Riggenbach (Der Trinitarische Taufbefehl Matt. 28:19 [Gutersloh: C. Bertelsmann, 1901]) que mostrou que a Didaquê usava tanto a pequena quanto a tripartite fórmula litúrgica (cf. 7.1, 3; 9.3; 10.2).

17. Shlomo Pines, The Jewish Christians of the Early Centuries of Christianity according to a New Source, Proceedings of the Israel Academy of Sciences and Humanities 2/13 (Jerusalem: Central Press, 1966).

18. David Flusser, "The Conclusion of Matthew in a New Jewish-Christian Source," ASTI 5(1967), 110-20.

19. Veja Howard, Hebrew Gospel of Matthew, Op. cit., pág. 193, n. 37.

20. ex., Hist. Ec. III.5.ii; X.16.viii. Davies e Allison (Matthew in The International Critical Commentary, 3 vols [ T&T Clark, 1997], 3.684, n. 41) indica que as alusões ou citações de Eusébio de Mateus 28:19 desta forma acontecem 16 vezes. Contudo, B. J. Hubbard (The Matthean Redaction of a Primitive Apostolic Commissioning, SBLDS 19, [Missoula, 1974], pág. 151-75) mostra o hábito de Eusébio de "citar o NT de forma inexata e combinando ou pelo menos agrupando passagens de grande proximidade que se relacionam de alguma forma umas com as outras."

21. Documento E na História Eclesiástica de Eusébio Pamphilus (Baker Book House, 1955), Apêndice sobre o Concílio de Nicéia, p. 43ff.

22. Veja Kurt Niederwimmer, The Didache in Hermeneia (Fortress, 1998), págs. 126-27, e pág. 126, n. 11; Willy Rordorf, "Baptism According to the Didache" em Jonathan A. Draper, ed., The Didache in Modern Research (Brill, 1996), págs. 217-18.

23. John Nolland, Matthew in Marshall and Hagner, eds., The New International Greek Testament Commentary (Eerdmans, 2005), pág. 1268.

24. Leon Morris, Matthew in The Pillar New Testament Commentary (Eerdmans, 1992), ad loc, Matthew 28:19.

25. W. D. Davies and D. C. Allison, Matthew 3 vols em The International Critical Commentary (T&T Clark, 1997), 3.685-86.

26. W. F. Albright e C. S. Mann, Matthew in Albright and Freedman, eds. The Anchor Bible (Doubleday, 1971), págs. 362-63.

 

Ler 12254 vezes
Avalie este item
(2 votos)

Comentários   

0 #14 Gustavo 19-02-2017 18:18
Olá, Eder.

Citação:
Eu não disse que Os Testemunhas de Jeova defendem trindade eu disse: Tradução novo mundo defendida...
Você disse que este texto foi copiado na íntegra de um estudo das Testemunhas de Jeová. Este texto defende a Trindade. Logo, você está dizendo que eu copiei um texto que defende a Trindade de um estudo das Testemunhas de Jeová, não?

Citação:
Para que todos saibam a sua fonte segue link
Há dois sérios problemas em sua acusação.
O primeiro é que minha fonte é informada bem no começo do texto: "Tim Hegg • TorahResource • 2006". O texto aqui, portanto, é uma tradução de um texto de 2006 escrito por Tim Hegg. O texto que você postou como sendo minha fonte é, pelo menos pelo que informa o site, de 2014. Se eles fossem parecidos, seria mais fácil pensar o contrário: o texto que você forneceu é que seria a cópia.
O que nos leva ao segundo erro: os textos não são iguais!!!! Podem até conter informações parecidas, mas estão longe de ser descritos como "cópia integral".
Talvez você ao rir de suas próprias piadas não tenha reparado isto.

Citação:
Vc poderia publicar isso? Se vc tem caráter certamente publicará... Fico grato...
Apelar para o caráter das pessoas para publicarem SPAM é uma tática bem conhecida...

Citação:
Estevão viu apena duas "pessoas"no céu: Deus e Jesus a direita de Deus... Mas vc viu mais né? Quem sabe uma terceira pessoa à esquerda....kkkkkk... Desculpe não aguentei
Tenho certeza que não vou precisar explicar muito tempo para uma pessoa que posta "com amparo bíblico satisfatório" de que Jesus ao subir aos céus rogou ao Pai outro Consolador (o Espírito Santo) que seria enviado à terra e ficaria para sempre com os homens (Jo 14:16).
Assim é de se esperar (para aqueles com amparo bíblico satisfatório) que o Espírito Santo não seja visto em uma visão celestial.

Citação:
Seu argumento é fraco...e sua conta resposta só tentou desviar o foco... Jesus afirmou: "O Pai que está em mim"( desceu sobre ele no batismo em Mateus ) "é quem faz as obras" ( João 14:10)
Mateus diz que o Espírito de Deus é quem desceu sobre Jesus, não o Pai. Você que faz "bons argumentos", ainda não demonstrou a relação entre o texto de João 14:10 e Mateus 3:16 para fazer a conclusão que Jesus se refere àquele evento em específico.
Citar
0 #13 Eder Leal 05-12-2016 03:33
Olá Gustavo... Eu não disse que Os Testemunhas de Jeova defendem trindade eu disse: Tradução novo mundo defendida... Para que todos saibam a sua fonte segue link : https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=/amp/s/traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2014/08/03/mateus-2819-batizando-as-em-o-nome-do-pai-e-do-filho-e-do-espirito-santo-inspirado-por-deus-ou-adulteracao-posterior/amp/&ved=0ahUKEwjE9MHei9zQAhWFfZAKHRyxAOAQFghGMAU&usg=AFQjCNE88EtOYnXazkc5GIiWF-g1txTL8A&sig2=5WFXBwsAARNjiMoLqBsN-g

Vc poderia publicar isso? Se vc tem caráter certamente publicará... Fico grato...

Mas todos vimos sua intenção... Eu coloquei Fatos concretos e amparo bíblico satisfatório... Coisa que vc passou longe na sua tentativa de justificar o injustificável... Estevão viu apena duas "pessoas"no céu: Deus e Jesus a direita de Deus... Mas vc viu mais né? Quem sabe uma terceira pessoa à esquerda....kkkkkk... Desculpe não aguentei

Seu argumento é fraco...e sua conta resposta só tentou desviar o foco... Jesus afirmou: "O Pai que está em mim"( desceu sobre ele no batismo em Mateus ) "é quem faz as obras" ( João 14:10)...1+1= 2.. Não 3...Volte pra escola!!!

PS: Se for responder de novo use amparo bíblico por favor... Só não vá usar 1 João 5:7 pelamordedeus...rsrs
Citar
0 #12 Gustavo 05-12-2016 03:11
Olá novamente, Fabiano.

Citando fabiano souza:
Ora antes de Jesus subir aos céus,Ele abriu o entendimento de seus dciipúlos.logo depois vemos todos eles batizando em nome de Jesus.agora será que Pedro desobedeceu uma ordem direta de Jesus batizando as pessoas em nome de Jesus ou o texto foi adulterado?lógico que não,não existem três há um só Deus e seu nome é Jesus.não há outro nome pelo qual devamos ser salvos.

Ele abriu o entendimento de seus discípulos para que entendessem as Escrituras (Lucas 24:45), não para dar uma fórmula batismal ou um rito batismal para que seguissem a risca. Por que os discípulos não impõem as mãos no batismo em alguns (Atos 8:36), em alguns batismos no entanto eles impõe (Atos 19:6)? Por que o Espírito Santo vêm antes do batismo para alguns (Atos 10:44), e para outros depois?
Citar
0 #11 Gustavo 05-12-2016 03:05
Olá, Eder.

Citando Eder Leal:
Bom, primeiramente faltou o autor do texto informar que esse texto foi copiado na íntegra de um estudo das Testemunhas de Jeova... Tradução Novo Mundo defendida...

Está sugerindo que um texto defendendo a Trindade foi postado por um grupo de testemunhas de Jeová?

Citando Eder Leal:
Segundo: Afirmar trindade no batismo de Jesus é hilária...tipo Deus no céu 1 Jesus sendo batizado 2 e Espírito Santo 3...genial Sherlocks....rsrs...Então se Deus estava no céu não podia estar na terra? Que deus fraquinho esse de vcs...

O cenário do batismo de Jesus dentro da discussão trinitária é evocada para demonstrar a existência de mais de uma hypostáse em Deus. Afinal de contas, apesar de Deus poder sim estar no céu e na terra (e está), Ele não falaria consigo mesmo "fazendo de conta" que é outra pessoa, já que isto seria mentir.

Citando Eder Leal:
Mateus foi categórico : O Espírito de Deus ( não de uma terceira pessoa) foi vista descendo sobre Jesus...

O Espírito de Deus é o Espírito Santo, que é a terceira pessoa da Trindade. Lucas o chama de Espírito Santo, Marcos e João simplesmente de o Espírito.

Citando Eder Leal:
fato que foi confirmado pelo próprio Jesus quando disse : Não sou eu que faço as obras...Mas, O PAI que está em mim é quem faz as obras...

Este texto nem está incluído no contexto do batismo de Jesus. Por que ele confirmaria algo que não está tratando?

Citando Eder Leal:
Pensem gênios...Espírito Santo = Espírito de Deus + Jesus...simples assim ..

Todo mundo já sabe disto... O mesmo é considerado a terceira pessoa da Trindade, e a distinção entre Ele e o Pai e o Filho é indicada pela cena do batismo de Jesus.

Citando Eder Leal:
ah já chega de surra...rsrs

Na verdade você só deu voltas. Negou o simbolismo do batismo de Cristo em nome de uma suposta defesa da onipresença divina, ignorando que Deus se revela a nós por estes simbolismos, já que somos limitados.
Ainda representa Deus criando uma falsa representação, ao mesmo tempo descendo como pomba e falando do céu. Ou seja, passou a ideia de 3 pessoas, mas eram 2.
Citar
0 #10 Eder Leal 05-12-2016 02:21
Bom, primeiramente faltou o autor do texto informar que esse texto foi copiado na íntegra de um estudo das Testemunhas de Jeova... Tradução Novo Mundo defendida...
Segundo: Afirmar trindade no batismo de Jesus é hilária...tipo Deus no céu 1 Jesus sendo batizado 2 e Espírito Santo 3...genial Sherlocks....rsrs... Então se Deus estava no céu não podia estar na terra? Que deus fraquinho esse de vcs...Mateus foi categórico : O Espírito de Deus ( não de uma terceira pessoa) foi vista descendo sobre Jesus...fato que foi confirmado pelo próprio Jesus quando disse : Não sou eu que faço as obras...Mas, O PAI que está em mim é quem faz as obras...Pensem gênios...Espírito Santo = Espírito de Deus + Jesus...simples assim ..a nossa comunhão é com eles...( 1 João 1:3) Qual Espírito estava sobre Paulo que impediu ele de ir a Bitinia? R. Espírito de Jesus ( Atos 16:7) Espírito de Quem nós socorre? R. Espírito de Jesus ( Filipenses 1:19) O Espírito Santo é o Espírito de Quem? R. Da verdade( João 14:17 e 15:26) E quem é a verdade?????? Affffff tem que responder essa ainda....rsrs R. JESUS ( João 14:6)....ah já chega de surra...rsrs
Citar
0 #9 VAF 16-10-2016 08:57
Caros leitores, devemos tomar o máximo de cuidado quando vamos defender uma tese; pois, o próprio Salvador aconselha-nos a examinar as escrituras.
"Lucas 4:4 E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus. " "TODA A PALAVRA"
"Gênesis 1:2,3
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz."
Aqui, vemos o "ESPÍRITO DE DEUS" e o Verbo(a Palavra de Deus)" E DEUS DISSE".
"Gênesis 1.26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança."
"FAÇAMOS O HOMEM". Aqui, já entendemos que a criação de Deus esta no plural, façamos, subentende-se que não é apenas um.
"João 1:1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. "
Agora analisemos o batismo de Jesus: "Lucas 3:21,22
E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu;
E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo."
Examinemos então:
Quem batizou? João Batista(homem)
Quem estava sendo batizado? Jesus Cristo(homem)
Forma corpórea de pomba? Espírito Santo.
Voz do céu? O Verbo, a Palavra.
Quem falou? O Pai("Este é meu Filho")
Nesta passagem vemos claramente 5 pessoas, 2 humanas e 3 Espirituais.
Não quero deixar nenhum leitor maluco, mas, aqui, entendo que no batismo de Jesus temos um homem batizando.
Jesus Cristo homem, o cordeiro de Deus.
e Deus(Pai, a Palavra que é o Verbo e o Espírito Santo).
Entendo que Jesus Cristo tem duas naturezas, Divina e humana.
Vamos agora em "1Timóteo2:5. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. "
Pois bem! Para chegarmos a Deus devemos ir por Jesus Cristo homem.
"João 15:5 Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." Aqui, entendo que nem o batismo deve ser feito sem o nome de Jesus Cristo.
"Lucas 3:16 Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo."
Se é para viver de "TODA PALAVRA". Entendo que o batismo deve ser da seguinte forma: Irmão! Em nome de Jesus Cristo, te batizo em Nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo!
Façamos analogia referente as passagens acima:
Jesus Cristo (homem, o Cordeiro que tira os pecados).
Te, sacerdote ou líder(eu oculto).
Deus(Pai, Filho(Verbo) e Espírito Santo).
"Atos 8:14-17
Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.
Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo
(Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus).
Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo."
Para tirar dúvidas do porquê não tinha recebido o Espírito Santo, pesquisei outra tradução: "Atos 8:16 pois o Espírito ainda não tinha descido sobre nenhum deles. Eles apenas haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus."
Entendo nesta passagem, que faltou algo importantíssimo no batismo, bem provável faltou Deus(Pai, Filho e Espírito Santo).
Em fim, existem muitas outras passagens bíblicas que aqui não estão que poderiam reforçar esta tese.
Fica o recado: EXAMINEM AS ESCRITURAS SAGRADAS!!!
Citar
0 #8 fabiano souza 01-08-2016 13:42
Ora antes de Jesus subir aos céus,Ele abriu o entendimento de seus dciipúlos.logo depois vemos todos eles batizando em nome de Jesus.agora será que Pedro desobedeceu uma ordem direta de Jesus batizando as pessoas em nome de Jesus ou o texto foi adulterado?lógico que não,não existem três há um só Deus e seu nome é Jesus.não há outro nome pelo qual devamos ser salvos.
Citar
0 #7 fabiano souza 01-08-2016 13:36
Citando Gustavo:
Olá, Igor.

Você está fazendo as mesmas perguntas que já foram feitas aqui. O texto de Mateus não foi dado para ser uma fórmula litúrgica. Ora, nem os batismos do livro de Atos possuem um padrão. Isto mostra que os apóstolos não entenderam a ordem de Cristo como uma fórmula mágica que deveria ser repetida em todo batismo.

Abraços.

Ora antes de o Senhor Jesus subir aos céus ,Ele abriu o entendimento dos dicípolos
Citar
0 #6 Gustavo 11-07-2016 14:41
Olá, Rosival.

Parte do seu comentário foi respondido juntamente com o Igor, no comentário anterior. Só adiciono que o seu modalismo foi respondido por Tertuliano antes do concílio de Niceia. Portanto a Trindade era defendida bem antes do que você está imaginando.
Citar
0 #5 Gustavo 11-07-2016 14:37
Olá, Igor.

Você está fazendo as mesmas perguntas que já foram feitas aqui. O texto de Mateus não foi dado para ser uma fórmula litúrgica. Ora, nem os batismos do livro de Atos possuem um padrão. Isto mostra que os apóstolos não entenderam a ordem de Cristo como uma fórmula mágica que deveria ser repetida em todo batismo.

Abraços.
Citar

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Itens relacionados (por marcador)

  • Discutindo a intercessão dos santos

    Por muitos anos católicos e protestantes têm debatido sobre a intercessão dos santos. Ambos possuem o mesma definição de intercessão? Se não, onde há a divergência?

  • A tenacidade do texto do Novo Testamento

    A transmissão da tradição textual do Novo Testamento é caracterizada por um grau extremamente impressionante de tenacidade. Uma vez que uma leitura surge ela irá persistir com obstinação. É precisamente a esmagadora massa de tradição textual do Novo Testamento, assumindo o ὑγιαίνουσα διδασκαλία do criticismo textual do Novo Testamento (nós esperamos que o leitor não fique ofendido por esta aplicação de 1Tm 1:10), que fornece uma garantia de certeza ao estabelecer o texto original.

  • Maria, "cheia de graça"?

    O texto aqui apresenta uma análise da argumentação católica sobre a correta tradução de Lucas 1:28, mais especificamente o termo que o anjo usa para se referir a Maria. Seria a melhor tradução para este termo a expressão "cheia de graça", ou o particípio "agraciada"? Por que teria Jerônimo traduzido este termo pela primeira opção?

Últimos artigos

Assuntos principais

Últimos comentários