• Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

    Mateus 5:44,45

  • Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível

    .

    Mateus 17:20

  • Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?

    Lucas 15:4

  • Então ele te dará chuva para a tua semente, com que semeares a terra, e trigo como produto da terra, o qual será pingue e abundante. Naquele dia o teu gado pastará em largos pastos.

    Isaías 30:23

  • As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;

    João 10:27

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Verso do dia

Zuínglio e a eucaristia

Escrito por  Justo Gonzalez
Zuínglio

A teoria de Zuínglio sobre os sacramentos foi desenvolvida em oposição a outros três pontos de vista: o luterano, o católico e o anabatista. Isto é claro no tratado Sobre a Religião Verdadeira e a Falsa, onde Zuínglio oferece sua discussão mais sucinta do assunto, descrevendo as perspectivas desses três grupos e, então, prosseguindo para responder a elas.

Contra os católicos, ele argumenta com base no significado original da palavra "sacramentum" como um ato de iniciação ou juramento, e assim nega que os sacramentos "tenham qualquer poder para libertar a consciência". Contra Lutero, a quem ele não menciona pelo nome, Zuínglio argumenta que os sacramentos não podem ser considerados sinais exteriores de tal natureza que, quando eles são realizados, um evento interior acontece, "pois, desse modo, a liberdade do Espírito... seria limitada". Finalmente, contra os anabatistas, Zuínglio rejeita que, se os sacramentos são simplesmente sinais de algo que já ocorreu, eles são inúteis. Contra todas estas posições, ele propõe uma que coloca a a comunidade dos que crêem no centro: "os sacramentos são, então, sinais ou cerimoniais... pelos quais um homem prova para a igreja que ele almeja ser ou é um soldado de Cristo, e que informam toda a igreja, antes que a si mesmo, de sua fé. Pois se sua fé é tão perfeita que não necessita de um sinal cerimonial para confirmá-la, ela não é fé... Pois fé é aquilo pelo qual nós confiamos na misericórdia de Deus de forma inabalável, firmemente e com um coração íntegro".

Estes sacramentos são dois: batismo, pelo qual os cristãos são iniciados, e a Ceia do Senhor, que mostra que os cristãos mantêm em mente a paixão e a vitória de Cristo e são membros de sua igreja. [...]

Foi a Ceia do Senhor, entretanto, que deu lugar à longa controvérsia, inicialmente entre Zuínglio e Lutero, e posteriormente entre os seguidores de ambos. Para Zuínglio, tanto quanto para Lutero, isto não foi uma matéria secundária, "pois eu temo que se há um erro pernicioso na adoração e veneração do único Deus verdadeiro, ele está no abuso da Eucaristia". A razão pela qual os erros comuns com respeito à Ceia do Senhor precisam ser evitados é que eles são o começo de todas as várias formas de idolatria que têm se infiltrado na igreja ao longo dos séculos. A verdade é que a eucaristia não é mais do que o seu próprio nome diz: "a ação de graças e regozijo comum daqueles que declaram a morte de Cristo". O sexto capítulo de João, onde Cristo fala acerca de nosso comer da sua carne, deve ser entendido dentro de seu contexto, que tem a ver com crer nele, pois "ele é um meio de salvação para nós, não por ser comido, mas por ser sacrificado". Quanto às palavras da instituição, o verbo "é" deve ser entendido no sentido de "significa", como em tantos outros casos em que Cristo diz que ele é a porta, o pastor ou o caminho.

Zuínglio foi compelido a insistir que Cristo não estava corporalmente presente na eucaristia por duas razões básicas. A primeira foi seu entendimento do relacionamento entre o material e o espiritual; a segunda foi sua perspectiva da encarnação. Uma vez que em ambas ele divergiu de Lutero, este estava certo quando ele disse: "Nós não somos do mesmo espírito".

A primeira razão para rejeitar a presença corporal pode ser vista quando Zuínglio diz que "para a obtenção da salvação, eu não atribuo nenhum poder a quaisquer elementos desse mundo, ou seja, às coisas do sentido". Pois corpo e espírito são coisas tão essencialmente diferentes que qualquer que você considere não pode ser a outra". Assim, a rejeição de Zuínglio da presença corporal deriva, ao menos em parte, da pressuposição que o sacramento, de forma a ser espiritualmente proveitoso, deve ser puramente espiritual. Afirmar o oposto seria perigosamente próximo da idolatria. A segunda razão para a rejeição de Zuínglio dos pontos de vista de Lutero é seu entendimento da encarnação. Se a Cristologia de Lutero é do tipo unificador, que no período Patrístico estava associada à cidade de Alexandria, a Cristologia de Zuínglio é do tipo separatista, que era característico de Antioquia. Ele não pode aceitar a noção de que a encarnação é tal que, por meio da communicatio idiomatum, a natureza humana se tornou onipresente. Se Cristo ascendeu ao céu e está sentado à mão direita de Deus, seu corpo não pode estar em outro lugar.

Dadas as pressuposições divergentes, não é surpreendente que Lutero e Zuínglio, a despeito de seu zelo comum pela reforma da igreja, e a despeito também de seu desejo sincero de alcançar um acordo em Marburgo - embora este não seja o quadro retratado por muitos historiadores - foram incapazes de alcançar tal acordo.

(GONZALEZ, Justo L. Uma História do Pensamento Cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. vol. 3. pp. 82-85)

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