• Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

    Mateus 5:44,45

  • Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível

    .

    Mateus 17:20

  • Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?

    Lucas 15:4

  • Então ele te dará chuva para a tua semente, com que semeares a terra, e trigo como produto da terra, o qual será pingue e abundante. Naquele dia o teu gado pastará em largos pastos.

    Isaías 30:23

  • As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;

    João 10:27

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Verso do dia

Zuínglio como hebraísta

Escrito por  E. Egli
A Bíblia de Zurique, 1531

Está exposto no Museu de Zuínglio um exemplar do Rudimenta Hebraica de Reuchlin do ano 1506. Este era o livro de instrução onde, no início do século 16, normalmente se aprendia e se estudava o hebraico. Foi assim também com Zuínglio. Na primeira e na segunda página ele indicou que o referido exemplar era seu com as palavras: εἰμὶ τοῦ zyγγλίου (sou de Zuínglio). Desta forma com letras latinas abaixo das gregas, escreveu ele seu nome conhecido nos anos de 1517 a 1519. Naquela época ele também havia gostado de ter adquirido o livro. Há nas margens anotações com tinta vermelha e preta, das mãos um pouco mais velhas de Zuínglio.

Já no primeiro ano em Zurique ou já em Einsiedeln, Zuínglio deu seus primeiros passos no idioma. Apesar de parar este estudo novamente, ele continuaria com o grego. No ano 1520 ele emprestaria de sua Biblioteca, respeitada por seu tamanho, o Rudimenta a seu amigo Xylotectus em Lucerna. Como então ele se propôs, no fim do referido ano e começo do ano seguinte, a ler os Salmos para vários neófitos, ele não podia mais ficar sem a pequena obra de Reuchlin. Ele então, através de Myconius, a pediu de volta ao lucernense, dentro de um limite de um mês: “Eu decidi nos próximos dias novamente lidar com o hebraico” (Zw. W. 7, 145).

Nesta época Ceporin estudava com Reuchlin em Ingolstadt. Através dele Zuínglio teve então, no outono, a oportunidade de ouvir muito do que lhe interessava sobre Reuchlin, descobrindo também que Ceporin adquirira proficiência tanto no hebraico quanto nos outros idiomas (Suppl. 28). O local de estadia de Ceporin em Zurique era naquele tempo apenas passageiro.

Nós vemos o reformador lidando seriamente com o idioma do Velho Testamento no início de 1522. Pode-se bem dizer assim que para o humanista este era um estudo trabalhoso. Para ele eram “chiados e zumbidos” como uma vez foi para São Jerônimo. Zuínglio escreveu em 25 de março para seu amigo Beat Rhenan em Basileia: “Dê meus cumprimentos para Pellikan e o diga que começamos o hebraico. Bom Deus, que estudo rude e enfadonho! Mas eu não desistirei até que eu prevaleça com alguns frutos” (7, 194).

Provavelmente nesta época Zuínglio teve sucesso em encontrar um professor do idioma em Andreas Böschenstein, o mesmo erudito que anteriormente como professor em Wittenberg também o introduzira a Melanchthon. Sobre isto Bullinger nos informa o seguinte (1, 30): “Neste ano veio para Zurique Andreas Böschenstein, bem conhecido pelo idioma hebraico, já que sobre este ele fez uma Gramática, supervisionado pelos primeiros professores deste idioma, e a vende livremente. Zuínglio também aceitou este Böschenstein como professor, assim como outros zuriquenhos também aceitaram, em especial Felix Manz, que muito se exercitou neste idioma com Zuínglio. Em pouco tempo, no entanto, sucedeu-se que Zuínglio se desenvolveu tanto que precisava da Bíblia em hebraico e a tornou bastante comum para a leitura do Velho Testamento. Ele interpretou os Salmos em alemão e os pregou em Fraumünster às sextas”. Depois de Böschenstein parece que Zuínglio também teve Ceporin como professor; Werner Steiner diz em seu Diário escrito à mão enfaticamente: “Ele aprendeu hebraico com Jacob Ceporinus”. Zuínglio pudera se preparar para que Ceporin fosse empregado em Zurique como professor de hebraico e grego no outono de 1522 (Zw. W. 7, 218). O cargo era ainda temporário, mas o jovem professor ficou, com poucas interrupções, durante um ano nas vizinhanças de Zuínglio.

Com justiça Stähelin, como uma testemunha brilhante, indica (Zwingli 1, 254) a energia de Zuínglio e de seu amor pela Bíblia, de forma que ele ainda nos anos mais tardios e em meio à luta da Reforma se dispôs a fazer os exercícios mais difíceis do aprendizado do hebraico, resolvendo-os. Várias vezes afastado dos estudos, ele pôde ainda até o início de 1525 ter reconhecido seu amigo Leo Jud como grande especialista no idioma e adotaria com prazer sua opinião (compare com uma alusão em Zwingliana 124).

Mas destemidamente ele continuou a se exercitar e chegou a um domínio louvável para aquele tempo do texto veterotestamentário. Como prova reproduzimos a seguir sua tradução do Salmo 23 ao lado da tradução de Lutero e da Bíblia de Zurique de 1531:

Comparação entre as traduções de Lutero, Zuínglio e da Bíblia de Zurique de 1531

A Tradução de 1531 é o trabalho conjunto dos teólogos de Zurique. Ela pode ser considerada como a tentativa de oferecer pela primeira vez uma Bíblia que poderia ser entendida pelo povo suíço. Zuínglio estava envolvido nesta Bíblia, mas seu próprio trabalho pessoal está na tradução do meio. Ela foi feita a partir do texto básico hebraico, e foi mencionado todo o Salmo de Zuínglio (5, 559) em maio de 1529 como pronto para imprimir. Ele foi publicado depois da morte do Reformador, através de Leo Jud, em 1532 (Impressão em Zw. W. 5, 297 – 482). Aqui e ali há variantes, que acima foram colocadas entre colchetes.

Ao se comparar as três traduções, se achará a tradução de Lutero a mais agradável. A de Zuínglio possui algumas desvantagens porque o idioma de Lutero se tornou o idioma padrão e nos é mais familiar hoje. Assim uma opinião competente sobre o real valor da obra de Zuínglio interessará bastante. Professor V. Ryssel, meu honrado colega, teve a gentileza de colocar à minha disposição as seguintes observações:

A tradução de Zuínglio do ano 1529 é uma tradução sem erros, a tradução mais literal possível das expressões hebraicas, que nem sempre leva em grande consideração as expressões alemãs. O verbo hebraico dá também, segundo suas condições etimológicas, o mais preciso wieder (de volta) na frase “er bringt meine Seele wieder” (ele traz de volta minha alma), ao contrário de “erfrischt” (refrigera) na tradução de 1531 que traz o sentido segundo a forma alemã. Não é segundo a forma alemã também “in meinem Angesicht” (em minha face) no versículo 5, que na tradução posterior foi melhorado. Por outro lado a frase “auf den Pfad der Gerechtigkeit” (na trilha da justiça) no versículo 3, que se manteve na tradução posterior, não se origina de uma falta de consideração com as expressões alemãs, já que no versículo 2 não se traduz “Wasser der Ruhe” (águas da tranquilidade), mas “ruhige bzw. stille Wasser” (águas tranquilas). Zuínglio no entanto o traduz assim porque ele assume que a expressão (= em caminhos retos) não pertence mais à imagem, mas – como isto acontece frequentemente na poesia hebraica – abandona esta imagem e então deve ser entendida em sentido ético. Deve-se assumir isto também porque em Zuínglio, mais do que em Lutero, encontra-se o esforço de expressar mais claramente possível a imagem do pastor. Por isto ele traduz no versículo 2a: “er ernert (alpet) mich” – na Bíblia de 1531 “er macht mich lüyen” = ele me deixa em paz – e no versículo 2b: “er treibt mich”, cuja expressão também é usada no versículo 3 (e aqui também pela Bíblia de 1531), onde no entanto se encontra na última assim como em Lutero, no versículo 2b, o mais neutro “er führt mich”. Uma tentativa muito bela de interpretar a imagem mais vividamente é apresentada no versículo 4, onde Zuínglio traduz o verbo do antecedente condicional não pelo simples “gehen” (ir) ou “wandern” (caminhar), mas é expressa muito incisivamente pela expressão “sich vergehen” (= sich verlaufen, sich verirren, morrer, se perder). A tradução de 1531 escolheu a melhor palavra para a imagem no versículo 4, “Todesschatten” (sombras da morte), no lugar da menos precisa “Tod” (morte), isto talvez porque também era a primeira vez neste ínterim que esta expressão mais precisa (que hoje também é livremente indicada) se tornou conhecida. O relato literal no versículo 5 “mein Trinkgeschirr ist voll” (meu copo está cheio) seria adaptado para o estilo alemão, na verdade de forma completamente oportuna, substituído por “und füllest mir meinen Becher” (e enche meu cálice).

Os Salmos eram um livro querido por Zuínglio. Como ele já os havia interpretado em 1520/21 perante jovens e depois pregado em Fraumünster, assim ele os explicou em “Prophezei” ou comentário erudito público do Velho Testamento, produzido desde 19 de junho de 1525, em Grossmünster, e de fato, recebendo Pellikan e uma nota de Johannes Bullinger em 1529. No Prophezei, Zuínglio e outros interpretam também Gênesis, Êxodo, Isaías e Jeremias. Estas obras foram igualmente impressas, a Exposição do Gênesis na primavera e do Êxodo no verão de 1527, as traduções juntamente com os Comentários de Isaías e Jeremias em 1529 e 1531; mas Jeremias já estava finalizado em 1529 (tudo reimpresso em Zw. W. 5 e 6,1). Com um conhecimento aprofundado do idioma, o julgamento de Zuínglio sobre ele também se tornou diferente do que no começo. Ele não encontrou palavras suficientes para elogiar seu poder e beleza (5, 549).

Já no princípio Zuínglio era considerado conhecedor do hebraico. Enquanto seu inimigo Eck o ridicularizava por não conhecer a primeira linha de Gênesis, o polemista Cochläus reconheceu que Zuínglio sabia hebraico e grego. Com reverência se recorda dele seu aluno, que muito o ultrapassou, Theodor Bibliander. Com evidente alegria ele escreve uma vez, como aqui seu professor Zuínglio foi o primeiro a entender uma expressão. Isto não o beneficiou, já que tal explicação ainda não se manteve (Zuínglio entende Qippod como castor ao invés de ouriço, do verbo cortar ao invés de se contrair; Bibliander, Hebr. Grammatik S. 25 ff.).

Para finalizar gostaria de adicionar o que em tempos mais recentes escreve Diestel em Jena, Geschichte des Alten Testaments in der christlichen Kirche (S. 265 f.) sobre Zuínglio: “Zuínglio”, diz ele, “está no mínimo igual a Lutero e Melanchthon no conhecimento do idioma e empregou este conhecimento muito mais extensivamente que eles. A alegoria ele admitiu com ressalvas, mas o sentido gramatical era para ele sempre o núcleo da exegese. Perfeitamente e frequentemente com um fino senso de linguagem ele vai às origens da palavra e das figuras e expressões idiomáticas. No Gênesis ele observa as formas de discurso antropopática e as vê como mais do que necessárias... Algumas explicações de conceitos são esplêndidos. Astutamente ele aponta que cada tradução é inadequada, porque o espírito da linguagem é diferente e utiliza expressões bem reservadas. Ele apreciava a Septuaginta como uma esplêndida ferramenta. Normalmente ele é resumido, detalhado apenas nos principais pontos. Ele se aprofunda no conteúdo religioso, de forma que ele encontra na história da criação o Poder, Sabedoria, Providência e o Bem de Deus”.

Pastores lerão com interesse o que Zuínglio escreveu sobre o estudo do hebraico e sobre o valor da Septuaginta, no prefácio da exposição de Isaías (5, 547/59).

Sobre uma até hoje desconhecida tradução latina do livro de Jó, assinada “Zwinglius 4 Febru. 1530”, comentarei em outro lugar.

Fonte: http://www.zwingliana.ch/index.php/zwa/article/view/2163/2073

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