• Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.

    Mateus 5:44,45

  • Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível

    .

    Mateus 17:20

  • Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?

    Lucas 15:4

  • Então ele te dará chuva para a tua semente, com que semeares a terra, e trigo como produto da terra, o qual será pingue e abundante. Naquele dia o teu gado pastará em largos pastos.

    Isaías 30:23

  • As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;

    João 10:27

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Verso do dia

Calvino e as tribulações do cristão

Escrito por  João Calvino

2. A CRUZ DAS TRIBULAÇÕES E NOSSOS FRACASSOS NOS LEVAM A RECONHECER NOSSA FRAGILIDADE E A CONFIAR SOMENTE NA GRAÇA DE DEUS

Paixão de Cristo

Acresce que nosso Senhor não tinha nenhuma necessidade de tomar sobre si a cruz, a não ser para atestar e provar sua obediência ao pai; a nós, porém, por muitas razões se faz indispensável passar a vida debaixo de uma cruz permanente. Acima de tudo, como somos sobremodo propensos, de natureza, salvo se nossa fraqueza nos tenha sido demonstrada ante nossos olhos, que tudo se atribui à nossa carne, facilmente estimamos nossa própria capacidade acima da justa medida; nem duvidamos que, não nos importa o que nos sobrevenha, ela não se quebranta e é insuperável contra todas as dificuldades. Daí somos transportados à confiança estulta e vã da carne, fundamentados na qual então nos inflamos insolentemente de orgulho em relação ao próprio Deus, como se nossos próprios recursos nos fossem suficientes sem sua graça.

O melhor meio de que ele pode servir-se para abater essa nossa arrogância é demonstrar-nos palpavelmente o quanto a fragilidade e a debilidade nos pertencem. Portanto, Deus nos aflige ou com ignomínia, ou com pobreza, ou com perda de parentes, ou com doença, ou com outras calamidades, às quais, no que nos diz respeito, longe de poder sustentar-nos, logo sucumbimos. Assim quebrantados, aprendemos a invocar-lhe o poder, o qual tão-somente nos faz manter-nos firmes sob o peso das aflições. Contudo, até mesmo as pessoas mais santas, por mais que reconheçam que se mantêm firmes pela graça de Deus, não por suas próprias forças, no entanto estão seguras de sua fortaleza e constância mais do que o justo, a não ser que, pela provação da cruz, ele os conduza a um conhecimento mais profundo de si mesmos. Também a Davi esta complacência se insinuou sorrateira: "Eu disse em minha tranqüilidade: não serei perpetuamente abalado; Senhor, em teu beneplácito infundiras estabilidade ao meu nome; escondeste tua face, fui fortemente conturbado" [Sl 30.6,7]. Ora, Davi está confessando que, na prosperidade, seus sentidos foram embotados de desânimo, de sorte que, preterida a graça de Deus, da qual deveria depender, em si se sustentara, ao ponto de prometer a si estabilidade perene. Se isso aconteceu a um Profeta tão insigne, quem de nós não tema ao ponto de precaver-se?

Portanto, aí está como os santos, advertidos de sua debilidade com tais experiências, tiram proveito na humildade para despojar-se da indevida confiança na carne e acolher-se à graça de Deus. Com efeito, quando aí tenham se acolhido, experimentam a presença do divino poder no qual encontram mais que suficiente proteção.

3. LEVAR A CRUZ NOS FACULTA EXPERIÊNCIA DIRETA DA FIDELIDADE DE DEUS E SEGURA ESPERANÇA PARA O FUTURO.

E isto é o que Paulo ensina, ou seja, que a paciência é gerada das tribulações; a experiência, da paciência [Rm 5.3,4]. Ora, que Deus prometeu aos fiéis haver de estar com eles presente nas tribulações, sentem ser isso verdadeiro enquanto, sustentados por sua mão, suportam pacientemente, o que de modo algum poderiam por suas próprias forças. A paciência, portanto, confere aos santos a experiência de que Deus de fato exibirá a ajuda que prometeu, quando se fizer oportuno. Daí também lhes confirma sua esperança, uma vez que haveria de ser de extrema ingratidão não esperar para o porvir que experimentem, constantes e firmes, a verdade de Deus. Já essa opinião que presumimos falsamente de nossa própria capacidade e pondo a descoberto nossa hipocrisia, na qual nos deliciamos, a cruz nos desmantela a perniciosa confiança da carne. Assim quebrantados, nos ensina a reclinar-nos somente em Deus, pelo que resulta que não nos prostramos nem sucumbimos. Mas à esperança segue-se a vitória, a saber, até onde o Senhor, executando o que prometera, estabelece sua verdade para o futuro.

Com efeito, ainda que as razões sejam somente essas, é evidente quão nos é necessária a experiência da cruz. Pois, não é de pouca importância que te limpes do cego amor por ti mesmo, para que te faças plenamente consciente de tua fraqueza; que sejas imbuído do senso de tua própria fraqueza, para que aprendas a não confiar em ti; que deixes de confiar em ti, para que transfiras a Deus tua confiança; com confiança de coração descansares em Deus, para que, sustentado por seu auxílio, perseveres invencível até o último instante; que te firmes em sua graça, para que compreendas que ele é verdadeiro em suas promessas; que descubras a certeza de suas promessas, para que daí a esperança te fortaleça.

Institutas edicao classicaCALVINO, João. As Institutas. Edição Clássica. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. 2. ed. vol. 3, pp. 174-175.

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